sábado, 3 de setembro de 2011

Declarações do SINPOL são levianas, diz Procurador Geral


Procurador Geral do Estado considera declarações do Sinpol levianas

Miguel Josino rebateu as críticas feitas pelo vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis, de que o Governo não estaria cumprindo com acordos.

Thiago Macedo - Nominnuto.
Foto: Arquivo Nominuto.com

Procurador geral do Estado, Miguel Josino.

 procurador geral do Estado, Miguel Josino, considerou "inverídicas e levianas" algumas das declarações do vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol/RN), Djair Oliveira, em entrevista ao Jornal 96 na manhã desta sexta-feira (2).


Josino afirmou não haver direcionamento dos investimentos do governo em policiamento ostensivo, em detrimento do policiamento judiciário e garantiu que o Governo está empenhando todos os esforços no sentido de cumprir o que foi acordado como condição para o fim da greve da categoria. “O Governo está empenhado em cumprir os acordos, porém existem prazos de tramitações legais que devem ser observados, como, por exemplo, os da licitação para a implantação dos vales-refeição. E o sindicato tem que entender isso” justificou.


Quanto à transferência dos presos das delegacias para o antigo prédio da Delegacia Especializada na Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), o procurador disse não conhecer detalhes da reforma do prédio para receber esses presos, mas justificou a superlotação das delegacias de plantão exemplificando a flutuação na quantidade de presos com a recente operação da Policia Civil, denominada “Xerife” que prendeu 90 pessoas em vários municípios, em um único dia. “Mas estamos [governo] tomando providências para acomodar todos esses presos” afirmou.


Para o procurador, o vice-presidente do Sinpol foi leviano ao afirmar que a decisão de exonerar os policiais civis, nomeados em 2006, foi uma decisão equivocada do governo. Segundo Miguel Josino, a exoneração cumpre uma decisão da Justiça, que atendeu a uma ação do Ministério Público argumentando que esta nomeação havia ocorrido após o prazo de validade do concurso.


Ele ainda enfatizou que havia conversado com a presidente da Associação dos Delegados, Ana Cláudia, e exposto a posição contrária do governo em relação a decisão da Justiça. “Nós [Governo] também não queríamos a exoneração”. E por tudo isso considerou as declarações do vice-presidente inverídicas e levianas.

Reputo muito infrutíferas tipos de declarações como estas para a segurança pública do Rio Grande do Norte. Todos sabem que a PM-RN tem uma carga de trabalho bem maior que a Polícia Civil e um efetivo quase dez vezes maior e ainda salários assimétricos com vantagem percentual para os membros desta instituição. Dai a se afirmar que está havendo direcionamento de investimentos para o policiamento ostensivo em detrimento ao investigativo e judiciário, isto não tem lógica e ao que  parece, não  há conhecimento aprofundado da causa.  Como investir os mesmos valores para uma Corporação com 1.500 (mil e quinhentas) pessoas e outra com mais de 10.000 (dez mil) e com funções distintas.? 

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Militar Estadual - Estudante de Direito - Área da segurança pública.