segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Violência ontem, hoje e forças policiais

Vivemos hoje na  “pós modernidade” o fenômeno que se propalou chamar de era da informação e até além disso. Há volatilidade das informações, principalmente no mundo ocidental europeizado e americanizado que tem passado sua influencia cultural para as nações menos desenvolvidas e em franco processo de desenvolvimento. Disto se observa que o “modus vivendi” das sociedades evolui, se aglutina e se acultura.
            O pensar a violência hoje nesta modernidade ou pós-modernidade, como queiram é extremamente diferente da forma em que se pensava violência na idade média ou em tempos mais remotos. Primeiro porque em épocas mais distantes, não havia o desenvolvimento humano tal qual hoje o observamos, em que pesem as diferenças culturais de sociedade para sociedade, principalmente dos meios tecnológicos que hoje dispomos. Hoje acordamos com as noticias que nos são repassadas minuto a minuto. Nossas crianças e adolescentes de hoje francamente podem debater assuntos dos mais diversos que em décadas passadas outras gerações não tiveram acesso.
  Há volatilidade nas informações. A notícia dada neste momento, daqui a alguns segundos já está caduca. Assim tem funcionado o moderno sistema racional de informação. Neste ínterim, principalmente, noticias que tocam o tema violência, recorrente na mídia atual são mais rapidamente difundidas pois por questões culturais, a sociedade aprendeu ou foi ensinada a se locupletar de imagens, sons e noticias que tratam da violência física, vermelha, de sangue. Neste aspecto as informações repassadas pelo meio televisivo, principalmente as notícias trágicas e violentas tem nicho privilegiado neste meio de comunicação.
            Pois bem  as sociedade mais antigas, principalmente as da idade média, antes mesmo da revolução industrial, eram mais aglutinadas e focadas no trabalho, na energia e na força. Poderíamos até dizer que haveria uma consciência coletiva onde predominava uma solidariedade mecânica, como bem caracterizou um dos arautos da moderna sociologia, Durkheim. De forma inversa, pelos meios tecnológicos e pela era da informação em que hoje nos encontramos, predomina uma espécie de solidariedade orgânica, características apontadas por este autor como sendo de sociedades mais desenvolvidas.
            O conceito então de violência, difere nas etapas porque passaram as sociedades. A violência vista na idade média e em outras sociedade tradicionais sempre fora associada à idéia da vingança, seja inicialmente a vingança privada e depois com o monopólio do uso da violência pelos estados modernos que se constituíam. Estava muito ligado ao conceito de força, de exercício supremo do poder. Assim eram as penas da época a exemplo dos famigerados suplícios em praça pública que atraia centenas de expectadores.
Já nas sociedades modernas o modo de pensar a violência está diretamente ligado ao conceito da informação. O significado da violência na modernidade aponta para uma passagem, transformação do mundo da energia, da força para um mundo da informação. A violência, portanto, está ligada mais à falta de informação e a um excesso de força, de energia. Na violência, a ação impõe-se à informação.
            A violência na modernidade é mais ou menos aceita pela opinião pública de acordo com o nível de racionalização, da informação presente no seu uso. Por isso que em alguns casos, a própria violência usada pelo Estado pelas suas forças policiais, dependendo da forma que for empregada, é ser aceita pela sociedade que recebe estes serviços ou desserviços.
            A par disto, os organismos policiais constituídos braços armados dos modernos estados democráticos de direito, tem se aperfeiçoado a cada dia para o exercício do poder de polícia que lhes é peculiar. Abusos como dantes ocorriam, hoje não são mais aceitos pelas modernas sociedades.
O uso da força, da violência legítima deve se dar em últimas circunstancias, sempre precedido de suas fieis  seguidoras a negociação, o bom senso e o diálogo aberto. O moderno policial diante de um mundo ocidental por demais violento, deve pautar sua conduta em todas as técnicas apreendidas nos processos de formação e sempre em defesa dos direitos dos cidadãos e observando os princípios basilares dos direitos humanos.
Dessa forma tem se pautado a Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, guardiã sesquicentenária do povo potiguar. Abusos são rigorosamente apurados e seus autores devidamente responsabilizados. Assim tem sido. 

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Militar Estadual - Estudante de Direito - Área da segurança pública.