domingo, 22 de agosto de 2010

O magistério na PM-RN


De forma voluntaria e de muito bom grado estamos a ministrar um curso, dentre os diversos que compõe a grade curricular do Curso de Formação de Soldados 2010.II da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte. Este curso está sendo realizado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Policia Militar da PM-RN. (CFAPM), localizado no Conjunto Panorama, Bairro Potengi nesta Capital.

O CFAPM, antigo CFAP, Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças é um órgão da Diretoria de Ensino da PM-RN voltado para a educação das modernas técnicas policiais. Temos imenso orgulho de participar do corpo docente, pois fora nos bancos desta escola, sob a sombra de uma árvore ou mesmo ao calor do meio dia nas instruções, que demos nossos primeiros passos na labuta árdua, sacrificada mas gratificante do serviço policial de segurança publica ostensiva.

Quando percebemos hoje o bom nível dos formandos que dentro de três ou quatro meses de intenso treinamento em salas de aulas, laboratórios e em atividades de campo, estarão prestando serviços à sociedade potiguar, lembramo-nos de que nós mesmos, há dezessete anos atrás, ingressávamos por aquele histórico portão, erigido há mais de trinta anos para estudar segurança pública. Presenciamos gradativamente o aumento do nível intelectual dos Policiais Militares formados no CFAPM.

Nossa turma, o primeiro pelotão é composto de trinta e sete formandos e quando da primeira aula, quando indagamos que grau de instrução, mais da metade estava fazendo curso superior e alguns já o havia concluído. Há médico veterinário na turma, há também bacharéis e licenciados em História, Geografia, Física e Educação Física. E tantos outros cursando Direito e outras ciências acadêmicas. Cada vez mais se cresce profissionalmente e quem ganha com isso é a própria sociedade que terá um policial mais consciente dos seus deveres e direitos, responsável com o serviço público e consequentemente, ganha também o Estado que crescerá em presença social pois tem seus prepostos aptos, preparados e eficientes na prestação do serviço às comunidades.

Sabemos que a Escola de Formação da Policia Militar, assim também como a Academia de Polícia Militar, constituem apenas o primeiro passo ao ingresso e permanência na longa jornada de serviços que serão prestados pelo PM. Durante toda a carreira policial este será permanentemente qualificado para o exercício do seu mister. Seja na preleção diária do Oficial ou Sargento à frente de seu efetivo, seja nos cursos oferecidos durante a extensa jornada de serviço que prestará à sociedade. Todavia, a boa formação, a básica, deve ser privilegiada, pois serão justamente durante os primeiros passos do militar estadual que irão com certeza influenciar em toda sua trajetória de serviços.

Daí a necessidade de investimentos governamentais no ensino e instrução nos centros de formação policial. Lembramo-nos que ao ingressar nas fileiras da PM-RN nos idos de 1993, salas de informática sequer existiam; salas climatizadas era um sonho, o “stand” de tiros melhorou consideravelmente e as condições de segurança são melhores para as instruções do tiro protetivo e defensivo.

Mas, o grande sonho de toda e quaisquer instituições policiais, sejam militares ou civis, é a construção de complexos educacionais, que englobem, no caso das Policiais Militares, dentro da perspectiva da formação continuada, formação de praças e oficiais e policiais civis, numa ação educativa integrada. Já existem complexos educacionais em muitas instituições policiais Brasil afora. Grande exemplo temos no Estado vizinho da Paraíba, onde num mesmo “lócus” forma-se todos os profissionais de segurança publica.

Mas, no tocante ao assunto principal, o Curso de Formação de Soldados da PM-RN, tem-se um bom conceito entre os profissionais que participam da formação. Em todas as disciplinas está fortemente aliada a questão da ética profissional e além de tudo, a interdisciplinaridade entre as matérias e a de direitos humanos, fundamental no desempenho da atividade policial.

Enfim, além do bom nível da turma que está a se formar, a qualidade dos professores e instrutores é de excelência. Mesmo em meio a algumas dificuldades materiais, comuns em geral ao serviço publico, desempenham todos com muita maestria, força de vontade e dedicação o mister educacional. Por fim é bom que se diga, tais atividades educativas prestadas por Oficiais e Praças, não ocorrem em preterição ao serviço ostensivo de segurança, mas ao contrário, acontecem concomitantemente ao serviço policial, pois além de agentes do magistério de segurança, todos os instrutores do CFAPM, desempenham seus serviços operacionais ou administrativos em prol da sociedade potiguar.





sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bom final de semana!

     Dia 13, sexta-feira 13. Para muitos, um dia negativo. Mes de agosto, mês do desgosto. Mas isso nunca vai prevalecer quando se tem fé. Não existe dia de sorte ou de azar, mas as coisas que são propiciadas por essa Força Maior que ninguém sabe explicar. Força essa que dá vida, que protege, que permite um livre arbítrio entre os homens.
     Uns chamam de Deus, outros Javé, outros ainda de Lord, mas o que representa, está dentro de cada um e das atitudes que se tomam no dia a dia. O bem é o maior dom que as pessoas humanas, criadas à semelhança do Ser Supremo, ou vindas do acaso, podem oferecer uns aos outros. A inveja, a cobiça, a avareza, a inimizade o belicismo e outras mazelas existentes na ambigua condição humana, existem justamente para equilibrar a beleza, a caridade, a amizade, a paz e outras coisas boas que existem na raça humana.
      Faça a vida valer a pena, faça o bem, estenda a sua mão amiga e as bençãos virão, não importam as tribulações que se passem durante a sua vida.

Ótimo final de semana e que Sejamos todos abençoados...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A mídia e a imagem da polícia

Os veículos de comunicação conseguem manipular algumas notícias, deixando-as tendenciosas para determinadas interpretações. Fugindo da sua real função que é de informar à população, a mídia trata a notícia como uma mercadoria, chegando a maquiar alguns fatos.
Ultimamente, muitos casos envolvendo policiais em crimes vêm atraindo a atenção dos repórteres de plantão. Os chamados erros policiais e os desvios de condutas de alguns policiais ganham repercussão nacional, chegando a ser sensasionalista.
Uma das últimas matérias publicadas em um jornal da Capital do RN foi matéria de primeira página sob o título de "Policiais Bandidos". De imediato, imagina-se o envolvimento de um grande número de policiais em ações criminosas. Entretanto, ao ler a matéria verifica-se a prisão de dois policiais, um do Rio Grande do Norte e outro da Paraíba, em situações diferentes.
Em outro jornal, também da capital potiguar, foi veiculado uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, sobre a credibilidade de algumas Instituições, como a Polícia, a Justiça, as Forças Armadas, o Congresso Nacional e a Igreja. Entre as dez Instituições pesquisas, a Polícia ocupou o 6º lugar, à frente da Igreja (7º), Poder Judiciário (8º), Congresso Nacional (9º) e Partidos Políticos (10º). Mas para a surpresa dos leitores do jornal, a matéria tinha o título "Brasileiros não confiam na polícia". De fato, não entendi o ocorrido, já que tinha várias outras Instituições piores colocadas do que a Polícia, como os Partidos Políticos, que foi o último colocado na pesquisa de credibilidade, mas o jornal insistiu em transmitir uma imagem negativa da Polícia.
Não é de hoje que a imprensa constrói sua própria realidade, filtrando e manipulando as notícias de acordo com os seus interesses ou para garantir a venda da notícia. O problema é que as matérias tendenciosas, começam a refletir na sociedade, que, por sua vez, não dão a devida credibilidade aos policiais, que em meio a tantos intempéries tentam realizar o seu trabalho de maneira ilibada. Claro que existem os maus policiais, como existem os maus médicos, os maus engenheiros, os maus enfermeiros, os maus advogados e os maus juízes, mas não se pode generalizar as ações de alguns com a de todos, pois estaríamos cometendo um erro terrível.
Segundo a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a Instituição Policial ficou com a 6ª posição da credibilidade dos brasileiros, mas pergunta-se o porquê? Será que devido às ações desastrosas de alguns policiais ou pela veiculação de matérias distorcidas ou com descrições imcompletas por parte de quem tem o dever de informar ao público?

Fonte: blog Por Trás das Grades
Matéria criada pela Sd Glaucia (http://sdglaucia.blogspot.com/)
Foto da web

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

brasileiros não confiam na polícia.

Este foi o titulo em letras garrafais de matéria jornalística em jornal de grande circulação na mídia potiguar no domingo, dia 08 de agosto do corrente ano. O título bem que poderia ser “Brasileiros não confiam na justiça”; Brasileiros não confiam na Igreja”; Brasileiros não confiam no Congresso Nacional”; Brasileiros não confiam nos partidos políticos” entre outras categorias genéricas escolhidas para uma pesquisa aleatória realizada pelo Instituto Getúlio Vargas de São Paulo com relação ao senso de confiabilidade destes Institutos. Todavia, o repórter, o editor e o dono do Jornal entenderam que o título acima caia melhor, venderia melhor a matéria descendo a caneta sobre as costas da instituição policial. Isto é da práxis de parte dos meios de comunicação. Execrando a polícia, vende-se mais, dá ibope.

Nos cinco Estados em que foi realizada a pesquisa, o Rio Grande do Norte não participou, as Forças Armadas estão acima da policia em termos de confiança, aparecendo com um percentual de 63% dos entrevistados em afirmação positiva da confiabilidade. Como dissemos, Instituições como Justiça, Congresso Nacional, Partidos Políticos e até mesmo a Igreja Católica, pasmem, figuraram, em termos de confiabilidade, bem abaixo da policia, esta com 38% dos entrevistados dizendo que confiam nos serviços policiais.

Mas esse quadro discriminatório é esperado pelos policiais, pois entendemos que além das dificuldades materiais e organizacionais que enfrentamos todos os dias, o serviço policial, a bem da coletividade, é espécie de desafio. Um desafio a quem resolve cometer delitos ou ilícitos sejam contratuais ou não. Já existia um ditado muito antigo e repetido aos milhares de vezes na lide policial. “ Polícia longe faz falta e perto incomoda”. Infelizmente alguém tem que fazer o papel repressivo do Estado, e, nessa conjuntura, acabou pesando o encargo sobre os ombros das instituições policiais do país. Outrora, não faz muito tempo, era também as Forças Armadas o terror do Estado de Direito, mas com o romper da alvorada democrática, coube a policia o papel de braço armado do Estado no âmbito interno da Nação como meio de garantir a segurança jurídica.

Mas, voltando ao cerne da questão, porque da policia, mesmo ficando em uma parte intermediária da tabela da confiança da população, o repórter escreveu, interpretando os dados da pesquisa à maneira própria e o editor fez questão de colocar que, insistindo no tema, “Brasileiros não confiam na polícia? Que cargas ideológicas recaem nessa assertiva, baseada na pesquisa, mas ao mesmo tempo questionável por ter havido uma interpretação pessoal do repórter? Ora, entre os entes pesquisados, há aqueles que apresentaram menor índice de confiabilidade mas mesmo assim, o malho só recai sobre a policia.

No mesmo jornal, houve entrevista publicada dizendo que a policia dá mais medo à população de que propriamente os bandidos, no que foi em parte, refutada pelo entrevistado. Isto reflete o grau de discriminação que sofre os membros das policias, principalmente a Militar que trabalha às claras, ostensivamente, olho no olho. Quem já não ouviu a grotesca frase? “menino, não faça isso, pois a policia vai lhe prender!”. Subjaz no inconsciente das pessoas e cada vez mais é inflamada por setores da mídia que só publicam matérias negativas sobre as instituições policiais, esquecendo-se dos programas sociais e serviços prestados, mesmo diante de toda a precariedade.

Para não falarmos dos maus policiais. Estes a todo o custo estão sendo banidos das corporações, pois não se admite que um número ínfimo deles macule a instituição que somente trabalha para o bem da sociedade. Cadeia e expulsão para aqueles que usam a policia para auferir benefícios próprios incompatíveis com que a carreira policial possa lhe propiciar. Este é o papel dos órgãos de controle da policia, as corregedorias e em âmbito externo, o Ministério Público.

Um dado importante que está sendo em breve corrigido pelas autoridades legislativas e executivas do nosso pais é a questão salarial. A disparidade entre os Estados faz com que o policial procure o bico para manter sua sobrevivência familiar com dignidade. Enquanto há Estados que pagam satisfatoriamente aos seus servidores policiais, outros existem que pagam um salário aviltante para a realização de trabalho de risco do policial.

Quanto há falta de estrutura, cremos que aos poucos esta vai deixar de existir, pois não há como se prestar um bom serviço se não há qualidade nos meios disponíveis. Cremos que com estes poucos ajustes, a Policia possa voltar a figurar entre os patamares mais altos dos níveis de confiança da população, pois é ela o laço mais democrático entre o poder público e a povo, não somente em termos repressivos, mas sociais e pedagógicos ai quem sabe, essa parcela da mídia brasileira pare de querer vender seus produtos nas costas das instituições policiais.

Foto da web.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Contos perdidos

Acordou ainda cedo com um infernal barulho no ouvido esquerdo. Um zumbido que teimava em não parar. Aquilo o estava deixando louco. Ainda há meses atrás, sem comida, água ou quaisquer meios dignos de sobrevivência, vinha se esgueirando da fúria do homem descontada sem dó na natureza. A guerra se espalhara sobre a terra e o homem agora era o lobo do próprio homem. O orgulho e a busca pelo poder sobrepujaram o que de bom havia na terra.

Sua cidade de origem havia sido bombardeada. A princípio por bombas que apenas devastaram prédios e demais estruturas. Depois, veio o gran finale, uma bomba que dizimou noventa e nove por cento das pessoas daquela cidade. O número de mortos aumentava a cada dia, as doenças proliferavam e não havia mais poder constituído para fazer valer as regras de convivência em harmonia e paz social. Era como um sonho ruim. Na verdade um pesadelo há muito descrito em livros, filmes, novelas e contos. Agora ele, leitor e cinéfilo doutrora, deparava-se com a nua e crua realidade.

Caos. Poucas pessoas vagavam pelas ruas em busca de mantimentos e água. O bem mais precioso da terra. Outrora, ele mesmo estragou este precioso líquido lavando o carro, varrendo calçada e casa. Nunca imaginou que um dia poderia passar por tamanha tribulação. Mal vestido, sujo e famélico, sem parentes ou aderentes que o pudessem socorrer. O que sobrara da sua cidade era apenas destroços, escombros e muita fumaça que ainda subia à atmosfera, fruto dos incêndios e da destruição em massa. Corpos estavam dentro dos restos das casas e logradouros. Tudo parecia um enorme pesadelo do qual ele queria se livrar o quanto antes, mas, nada adiantava. Estava ele em frente da pior realidade que um ser humano poderia enfrentar. Um cheiro fétido se espalhava no ar.

Logo ele sobrevivera. Porque? Não tinha dinheiro nem bens. Não nascera de família rica ou que tivesse melhores meios de existência nem era muito menos devoto religioso. Ao longo dos seu trinta anos, trabalhava honestamente numa pequena indústria gráfica, auxiliando os tipógrafos na confecção de panfletos, cartazes e outros meios de propaganda. Mas quis, ao que parece, uma força maior que ele fosse testemunha do ocaso. Força incompreensível permitiu que ele sobrevivesse em meio a essa hecatombe sem precedentes.

Nesta manhã, levava consigo, além de rotas roupas uma faca do tipo punhal, um revólver que encontrara nos destroços da casa vizinha, um cantil quase vazio, mas que ainda continha cerca de um terço d´água. O preciso líquido que levava era apenas suficiente para que o mesmo suportasse mais vinte e quatro ou com sorte, quarenta e oito horas de vida. Trazia um livro, ao que parecia, o item mais importante de seus apetrechos. Livro este que ensinava boas coisas, entre elas paz, amor e respeito ao próximo, assim como ao final, mostrava uma catástrofe generalizada.

Vagou em meio a via principal entre carros por horas, cadáveres e chamas que não cessavam. Ao longe, choro e ranger de dentes. Nada podia ser feito. O caminho a ser percorrido era longo. Na verdade, vagou sem destino. Apenas procurava água e comida e além disso um abrigo para que pudesse passar mais uma noite longe do perigo que o circundava.

Nesta viagem, por volta do meio dia, comeu restos de carne um animal morto encontrada no meio da rua cozidas pelo fogo. Sorveu mais um gole de água e agora, quase no final. Não sabia mais o que fazer. Nada havia.

Depois de caminhar durante todo o dia. Viu um arranha-céu, carcomido pelas explosões, mas que conservava ainda, nos últimos andares, espaço aparentemente seguro. Subiu vacilante. As vozes ficaram para trás. A noite caíra e o céu, mesmo diante da hecatombe, parecia radiante. Podia contar em meio a fumaça e ao cheiro forte que exalava das ruas, as constelações, entre elas o cruzeiro do sul. Corpos fétidos pelos andares. Subiu vinte lances de escadas em meio à escuridão. Entrou em um apartamento. A sua frente o mar. O cheiro do sal. Afastou cuidadosamente os corpos que estavam ainda naquele local. Procurou água. Nada. No cantil pouco havia e decidiu poupar para a jornada do dia seguinte.

Deitou-se no sofá , agradeceu a Deus por ainda estar vivo, leu um trecho do livro e pegou no sono, e como em todos os dias, desejou de todo o coração, que aquele pesadelo acabasse depois dessa noite de repouso.

Foto da web

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O que você vai ser quando crescer?

O ano era 1996 e a velha pergunta sobre o que eu queria ser "quando ficasse grande", já havia sido respondida 7 anos antes, na maturidade de meus 12 anos: "Quero ser polícia como o meu pai."

Passei 21 anos de minha vida vendo o meu pai acordando às 5h30min e se preparando para ir ao quartel. Na verdade, a preparação começava na noite anterior com minha mãe engomando a farda e fixando os brevês e insígnias. Depois da Alvorada, o cheiro do pós barba invadia a casa denunciando que já era hora de sair para trabalhar. Como eu achava bonita aquela farda..., aquela preparação. Lo Gran Final acontecia quando o Soldado Evaniel parava o Gol quadradinho(o mais moderno de todos os carros e que cheirava a tuti frutti), na frente de casa e chamava: Tenente Josemar!! Tenente, já cheguei! Naquela hora o que eu mais queria era ser Tenente..., Tenente Geórgia.

Me imaginava fardada, cheia de armas, facas e toda qualidade de bombas (eu tinha certeza que o Rambo era Tenente..rs), saindo pra combater a criminalidade, digo Paulo Queixada.

Texto extraído do Blog Conexão Natal - Capitã Georgia.

E assim acontecia todas as manhãs.

Como eu contei vantagem na escola. Todo dia eu tinha uma história extraordinária: Um dia meu pai havia prendido sozinho 8 pessoas muito perigosas,no outro dia ele havia achado um corpo boiando na praia, no outro..., sei lá... no outro ele havia sido ,como sempre, um herói. Acho que é assim que os filhos vêem os pais... heróis!

E quando ele aparecia na televisão, naquele programa onde o apresentador fazia um quadrado com as mãos dizendo: Vai ver o sol nascer quadrado!!!... nossa! Ligava pra todos os meus amigos para eles assistirem e quando chegava na escola ainda tripudiava: Eu não disse que meu pai sairia na televisão. eu disse, eu disse!!!(risos)

Mas o tempo passa rápido. Chegou o ano de 1996 e com ele o concurso para Oficial da Polícia Militar. O que você quer ser quando crescer? Quero ser polícia como meu pai.

Fiz o concurso, passei 3 anos na Academia de Polícia Cel Milton Freire de Andrade e em 20 de dezembro de 2000 fui declarada Aspirante. Das mãos do meu pai, hoje coronel da reserva, recebi a espada que o acompanhou 30 anos de uma vida dedicada a Polícia Militar. Conselhos? Só recebi um: Você tem dois ouvidos e uma boca, use-os com sabedoria!

O sonho da menina que queria ser Tenente se tornou realidade. A história se repete! Dona Fátima, agora mãe e não esposa, toda noite prepara minha farda e a cada manhã, o meu herói renasce em mim. Agora, os Soldados Alcebíades ou Ijailson, param o carro (não tão moderno como o Gol quadradinho) no portão de casa e gritam: Tenente Geórgia, Tenente, já cheguei! E lá vou eu enfrentar o dia. Não prendi nenhum bandido, não encontrei nenhum corpo boiando...e não haveria de encontrar. O Herói havia ficado em casa!

De meu pai herdei o amor pela Polícia Militar... o amor de uma época onde as pessoas vinham para Polícia para servi-la e a encarava como forma de vida. Ainda não tenho filhos, mas posso te responder o que eu gostaria de ouvir ao fazer a velha pergunta...O que você vai ser quando crescer? Quero ser polícia como minha mãe... e meu avô.

Bjus.

Fiquem com Deus.

Texto extraído do Blog Conexão Natal - Capitã Georgia.




quarta-feira, 21 de julho de 2010

Secretaria de Segurança reajusta valor de locação de viaturas para quase R$ 7 milhões

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed) reajustou o valor mensal de locação de 300 viaturas usadas pelas polícias do Estado. Por cada uma das viaturas, a Sesed vai pagar mensalmente R$ 1.929,41, o que totaliza R$ 6.945.876 por ano.



O extrato do 2º termo aditivo ao contrato de locação de veículos foi publicado na edição desta quarta-feira (21) do Diário Oficial do Estado (DOE). Segundo o processo número 363905/2008-1, o contrato ente a Sesed e a empresa pernambucana Locavel Locação de Veículos e Serviços Ltda tem vigência entre 28 de maio de 2010 e 28 de maio de 2011.



O contrato é assinado pelo secretário de Segurança, Cristóvam Praxedes, e pelo diretor comercial da Locavel, Nildo da Silva Machado Pessoa. Segundo o documento, as assinaturas das testemunhas estão "ilegíveis".

Fonte: Tribuna do Norte

" Bem que uma ou duas destas viaturas poderiam ser cedidas para a Central de Escoltas de Pessoas Presas composta por PMs e Agentes Penitenciários e que se encontra em situação difícil em relação às viaturas"

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Homicídio em frente ao Complexo Penal

Edílson do Nascimento, de apenas 22 anos, foi assassinado na noite de ontem (18), por volta das 19 horas, quando chegava ao presídio Provisório da Zona Norte. Dois homens esperavam por ele no local e teriam disparado seis vezes contra a vítima.

Segundo informações da Delegacia de Plantão da Zona Norte, os executores estavam usando capacetes, e provavelmente tinham uma moto de apoio escondida. Ele foi alvejado em frente ao portão da penitenciária.
Edílson cumpria regime semi-aberto no Provisório da ZN, e voltava ao local para dormir.

Há probabilidade que o acontecido tenha algo a ver com assaltos que Edílson costumava realizar.

Os suspeitos do crime ainda não foram identificados.
 
Fonte: Nominuto
 
"Preocupante esta notícia, tendo-se em vista que demonstra o atrevimento de criminosos frente ao poder público constituido. Uma afronta direta à Instituição de Segurança Pública do nosso Estado porque matar uma pessoa que cumpre pena numa Unidade Prisional e pior,  bem na frente do Estabelecimento, é um puro desafio às autoridades. Se não se tomarem medidas urgentes frente a estes problemas, logo logo poderemos perder o controle da situação, cedendo espaço para a criminalidade organizada. Lembremos da afronta ao aparato policial há poucos dias na Cidade de Serra do Mel.  É preciso ações enérgicas e urgentes de enfrentamento a este problema."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Procurado


Características: moreno, cabelo baixo (raspado), altura: 1.65m, dentadura completa, possui várias tatuagens pelo corpo: Na perna direita: uma borboleta de cor azul, no braço direito uma tatuagem preta de um índio e nas costas o desenho de um lobo. O mesmo pode estar ou não usando bigode.

 
Atenção - Encontra-se foragido da Justiça "Cosme Wendel Rodrigues Gomes", o mesmo entrou no semi-aberto no dia 15 de Abril de 2010 e não retornou, responde por vários crimes, entre eles assalto a mão armada e homicídio. Um de seus crimes ocorreu na cidade de Mossoró/RN quando na oportunidade esse criminoso matou um cidadão na loja UTI do Celular. Esse malévolo já foi visto em Mossoró e Areia Branca, sem falar que segundo denúncias anônimas e fontes seguras esse meliante esteve em Apodi-RN. Quem souber de alguma informação que leve a captura desse elemento entre em contato imediatamente com a polícia, ele é perigoso e é acusado de praticar vários assaltos na região.

 
Nota: O serviço de inteligência da PMRN informou que o Cosme Wendell participou de um assalto em Natal e provavelmente tenha descido para região Oeste com o seu grupo para praticar assaltos e homicídios.

 
Nota 2: Esse fugitivo ao sair do presídio provisório comentou que iria procurar alguns policias da região oeste para vingar a morte de seu irmão, um assaltante que foi morto em confronto com a polícia na cidade de Areia Branca-RN. Atenção a todos os policiais !


  Qualquer informação é so entrar em contato pelos telefones: GTO de Apodi - 9634.6039 ou Direção do presídio 084 - 3232.7805.




 
 
 
 
Fonte: policiais

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Segurança Pública no RN

     Nos últimos meses em especial temos presenciado significativas mudanças no quadro da segurança pública no Estado do Rio Grande do Norte. Estas esperadas mudanças vem acontecendo paulatinamente e tendem a se expandirem como o passar dos anos.

     Particularmente, na nossa opinião de operadores deste tipo de serviço específico, segurança pública ostensiva, respaldada principalmente na Constituição da República Federativa do Brasil, no que toca o seu artigo 144, entendemos que as mudanças implementadas e que estão em caráter de implementação, já começam a surtir efeitos positivos, sentidos por toda a sociedade potiguar. Logicamente que muitos dos problemas de segurança ainda não foram resolvidos, mas entendendo o crime como um produto social, a constante busca da diminuição nas taxas de incidência criminal, com a verdadeira punição para aqueles que cometem, já deixam a sociedade com o aspecto melhor da sensação de segurança.

     Como sabemos, a segurança pública não é apenas feita com o incremento de policiais nas ruas e um aparato de viaturas, mas do que isso, é na valorização do profissional que labuta no dia a dia frente aos problemas cotidianos de segurança no policiamento ostensivo; numa investigação ou mesmo em operações arriscadas, onde é possível a perda dolorosa de significantes vidas, mas em prol da segurança e do bem comum;  também em atividades administrativas e demais serviços inerentes, que fazem as operações de segurança funcionarem corretamente. Todas essas atividades, merecem o devido reconhecimento.

     Entrementes, o próprio reconhecimento do policial está em pleno e franco andamento. Dizemos isso sem nos referir somente a questão salarial, pois este é apenas um dos aspectos que, conjuntamente com outras fatos como, acompanhamento psico-social e de saúde física e mental; condições dignas de trabalho com segurança, traduzidas em equipamentos e armamentos e suprimentos de proteção; escalas dignas em que o policial possa desempenhar com desenvoltura e vontade o seu trabalho, bem como o devido reconhecimento daqueles que bem desempenham sua função, sem nos esquecermos do endurecimento da lei para aqueles que praticam crimes, principalmente os dolosos contra a vida e de corrupção.

     Presenciamos com muita alegria o Governo do Estado divulgar números altamente significativos no que trata ao trabalho de segurança pública. Índices da criminalidade diminuíram, prisões de pessoas em atos ilícitos criminais aumentaram, o aparato policial tem deveras trabalhado em nosso Estado.

     Por outro lado, vemos com preocupação fatos como o ocorrido no Município de Serra do Mel, onde uma grande quadrilha, desafiando o poder estatal constituído, afrontar de forma violenta um departamento policial, onde apenas existiam dois policiais de plantão. Todavia, ações no sentido de se fortalecerem as estruturas de policiamento no interior já estão sendo tomadas. Estão se formando agora cerca de quinhentos policiais militares, sendo que mais seiscentos estão a ingressar na Escola da PM; o Curso de Formação de agentes e delgados e escrivães civis está em pleno funcionamento. Posto o fato, cremos que estes efetivos, inobstante os problemas da segurança na Grande Natal, serão equitativamente distribuídos para as demais cidades interioranas, menos guarnecidas e alvos preferidos dos grupos do crime organizado para suas atuações nefastas.

     Por fim, cremos que as medidas ora implementadas e as decorrentes dos meses e anos que se seguirão, elevarão em muito os níveis de segurança da nossas sociedade. Programas como a Ronda Escolar devem ser exemplos e se expandirem para todas os municípios do RN, pois dá o primeiro combate aos meliantes que procuram o elo menos forte da cadeia, nossas crianças e jovens, sujeitos mais fáceis das intempéries sociais.

     De outro lado, não basta apenas prender criminosos. Deve-se na integra cumprir o que diz a Lei de Execução Penal, cerceando legalmente a liberdade com base no devido processo legal e na sentença condenatória. Devemos construir unidades prisionais que se voltem para a reinserção social da pessoa presa, pois se assim não for, fatalmente continuaremos a colocar as pessoas em ambientes que somente proporcionam altos índices de reincidência criminal. Hoje, a maioria das unidades penais, funciona apenas como unidades prevenção terciária do crime, evitando que a pessoa volte ao meio social para delinqüir, mas, como não existe prisão perpetua no pais, mais dia, menos dia, estas pessoas voltarão ao meio social e, sem perspectivas, voltarão a praticar delitos, contribuindo assim para a manutenção dos níveis de insegurança à sociedade civil organizada. A mudança deve exsurgir em todos os aspectos, inclusive em políticas públicas sociais.

Mairton Dantas Castelo Branco – Major PM-RN

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Militar Estadual - Estudante de Direito - Área da segurança pública.